Nos últimos anos a Honor tem-se assumido como um dos principais “desafiadores” da Apple e Samsung como marcas “instaladas” na zona de conforto das mais fiáveis e com maior reconhecimento de qualidade. E isso também porque arrisca com um design diferente e com a aposta em integrar componentes de topo, com o processador Snapdragon 8 Elite Gen 5 e câmara onde se destaca teleobjetiva de 200 MP, garantindo bons resultados no zoom e em fotos de baixa luminosidade.
Não perca nenhuma notícia importante da atualidade de tecnologia e acompanhe tudo em tek.sapo.pt
E não é só na lista de especificações que a Honor tem vindo a ganhar um clube de fãs mais consistente. A fiabilidade dos smartphones sente-se na utilização prolongada, da qualidade dos ecrãs e das baterias às ferramentas integradas, e onde o sistema operativo e a garantia de atualizações do Android e de segurança por 7 anos trazem um conforto adicional.
O novo Honor Magic8 Pro que chega amanhã ao mercado português (ainda em pré venda) tem todos os argumentos para dar continuidade a esta história da marca e para desafiar fabricantes mais instaladas como a Apple e a Samsung com um smartphone de topo de gama, vincadamente ligado à fotografia. E com um preço que ainda assim é equilibrado.
O design e materiais usados são a primeira coisa que se destaca quando se tira o Honor Magic8 Pro da caixa, mantendo-se a utilização do módulo de câmaras redondo na traseira, que tem grande impacto visual mas que cria um certo equilíbrio na utilização, mesmo quando pousado sobre a mesa. A cor que testámos é a Sunrise Gold, um dourado que é leve, pouco intenso e elegante, e há também opções em preto.
Há muitas semelhanças com o modelo anterior desta linha, o Magic7 Pro, mas o módulo de câmara é ainda maior, oferecendo no geral a sensação de um equipamento premium e construção sólida.
Ainda assim a Honor conseguiu reduzir ligeiramente a espessura do telefone, que tem agora menos cerca de 0,4 mm a menos, para 8,4 mm, e está também mais leve, com 213 gramas. Não se pode comparar com os novos “super finos” abaixo de 6 mm de espessura mas o resultado da utilização é simpático e equilibrado, e o peso está bem distribuído em relação ao módulo de câmara.
Uma das novidades este ano é o botão de IA que a Honor adicionou e que pode ser configurado para aceder rapidamente à câmara fotográfica e funcionalidades de Inteligência Artificial. A verdade é que demorámos algum tempo até “apanhar o jeito” de combinar o acesso da pressão longa para lançar a câmara com as pressões curtas para focar a fotografia e mesmo configuração para os agentes de IA.
Destaque ainda para a qualidade do ecrã LTPO OLED de 6,71 polegadas e taxa de atualização dinâmica até 120Hz, que a Honor equipou com tecnologia para aumentar o conforto visual que reduzem a cintilação e a absorção de luz azul, reduzindo a fadiga ocular em utilização mais longa e em ambientes de luminosidade baixa. Também sob luz intensa o brilho máximo de 6.000 nits garante a visualização das imagens no ecrã sem dificuldade.
Fotografia com provas dadas
Não é por acaso que a Honor aposta fortemente nas configurações da fotografia, uma das áreas de eleição dos utilizadores de smartphones de gama média e de topo. Mesmo que seja para fotos casuais, ter o máximo do “poder” de câmara à disposição é sempre bem vindo e as especificações do Magic8 Pro impressionam mesmo antes de começar a experimentar as suas capacidades.
A teleobjetiva de 200 MP com um sensor de 1/1,4 polegadas e abertura de f/2.6 é a estrela de um arranjo de três câmaras, onde a câmara principal de 50 MP se alia a uma grande angular também de 50 MP. A estabilização OIS e o apoio da Inteligência artificial trazem bons resultados em imagens noturnas e na utilização mais intensa de zoom, que acabam por ser sempre uma boa forma de testar limites de qualidade, mesmo que depois sejam desaconselhados para quem é mais preciosista nos resultados.
A Honor promove a ideia de Ultra Night e este tem sido um dos componentes mais valorizados, mesmo nos testes da DxoMark, que coloca este modelo entre os melhores na fotografia com baixa luminosidade.
Alguns testes com luzes de Natal mostram que o Magic8 Pro cumpre as promessas
A inteligência artificial tem também um papel importante na edição das imagens e ferramentas como o AI Eraser, AI Outpainting, AI Color e AI Cutout dão uma ajuda a “compor” as imagen, eliminando ou adicionando elementos, melhorando os tons das fotografias com o Magic Color. Um agente dedicado, o AI Photos, permite fazer algumas das mudanças com comandos de toque ou de voz.
Honor AI para toda a Inteligência Artificial (e o Gemini também)
Como não podia deixar de ser, as ferramentas de IA estão cada vez mais integradas em todo o sistema, e não apenas na fotografia. A Honor AI do sistema MagicOS 10 traz sugestões rápidas de acesso às ferramentas com o AI Screen Suggestions, e um agente pode ajudar a configurar algumas definições, como a ligação do Bluetooth, por exemplo.
São sempre melhorias bem vindas, mas não as achei muito úteis nem práticas, e algumas delas nem consegui mesmo completar os tutoriais, como os AI Gestures para fazer scroll sem tocar no ecrã.
As demonstrações da Deteção de Deepfake por IA e a Deteção de Clonagem de Voz por IA que a Honor integrou e que mostrou na pré apresentação parecem ser também interessantes como medidas de segurança contra fraudes mas não cheguei também a validar o seu funcionamento.
A parceria com a Google, na integração do Gemini e das funcionalidades inteligentes do Live e das ferramentas de vídeo e imagem são também um ponto importante a favor da Honor, mas que começam a ser comuns nestes equipamentos, e só são grátis no Google AI Pro durante três meses.
Não menos importante do que tudo o resto, o desempenho e a bateria do Honor merecem destaque para a classificação geral do smartphone. A utilização do Snapdragon 8 Elite Gen 5 dá garantias de base e a melhoria de velocidade e consistência do desempenho não se sente de modo vincado nas tarefas do dia a dia, entre a navegação web, mensagens ou mesmo uso de redes sociais, mas destaca-se mais nos jogos. O modelo que testámos tinha 12 GB de RAM e 512 GB de memória, não existindo na Europa a opção do modelo de 16 GB de RAM e 1 TB de memória que está à venda na China.
Em relação à bateria, apesar de na Europa a Honor ter optado por reduzir a capacidade para os 6.270 mAh, para ter melhor qualificação no Eco Design, na utilização que fizemos do Honor Magic8 Pro - mesmo em uso mais intensivo - a duração foi sempre de mais de um dia. E mesmo quando foi preciso recorrer a cargas adicionais, o carregamento de 100W super rápido deu uma ajuda para evitar preocupações de ficar sem bateria a meio de tarefas ou testes importantes.
No geral o teste do Magic8 Pro mostra que a Honor começa bem o ano nos smartphones de topo de gama, adiantando-se aos lançamentos que se esperam nas próximas semanas de outras marcas como a Samsung, Xiaomi e Oppo. O Magic8 Pro mantém o preço de 1.299 euros para as pré-vendas que começam amanhã e se estendem até 30 de janeiro, quando o smartphone chega às lojas. De notar ainda a oferta adicional que inclui um carregador de 100W, um Pad X9a e os Earbuds open, um pacote que tem um valor de 350 euros e é válido até 31 de março.
Tudo somado o Magic8 Pro é uma boa aposta para um upgrade de smartphone ainda em janeiro, considerando sobretudo que os próximos meses serão decisivos na possibilidade de subida dos preços de smartphones por causa do aumento das memórias RAM, que devem duplicar até ao final do 2º trimestre.
Comentários