
Donald Trump já assinou a ordem executiva que vai permitir criar a pré-anunciada reserva de ativos digitais dos Estados Unidos. Para esta sexta-feira está marcado um evento com a indústria, organizado pelo presidente, e espera-se que este seja um dos grandes anúncios do chefe da Casa Branca no encontro.
Para já, os detalhes conhecidos não animaram o mercado, pelo contrário, o valor da principal moeda digital continua em queda. Na passada sexta-feira tinha atingido o seu valor mais baixo desde novembro.
No final do ano passado, a Bitcoin iniciou uma escalada de valorização nunca vista, à boleia da eleição de Trump para a Casa Branca e das promessas de campanha do candidato republicano, que quer fazer dos Estados Unidos a maior capital cripto do mundo.
Das promessas à ação ainda pouco se viu e tem sido esse vazio uma das principais explicações para que a valorização acima dos 100 mil dólares, alcançada no final do ano e que em janeiro se prolongou até quase chegar quase aos 110 mil dólares, não tenha conseguido consistência.
Esta quinta-feira, David Sacks, czar da administração Trump para as áreas de cripto e inteligência artificial, revelou numa publicação na rede social X que a reserva vai ser capitalizada com bitcoins que sejam propriedade do governo federal. Ou seja, vai ser formada por ativos confiscados, mais do que pela compra ativa de moedas digitais, uma informação que desiludiu a indústria.
Para já não se sabe mais sobre a forma como a reserva estratégica de ativos digitais será gerida. O czar de Donald Trump só disse que vai ser adotada uma estratégia de maximização de valor, o que não vai muito além do óbvio. “Os EUA não venderão qualquer bitcoin depositado na Reserva. Serão mantidos como uma reserva de valor, uma espécie de Fort Knox digital para criptomoedas, frequentemente chamadas de 'ouro digital' ”.

A ordem executiva acrescenta, no entanto, que os secretários do Tesouro e do Comércio foram instruídos a desenvolver “estratégias orçamentalmente neutras” para adquirir moedas adicionais sem “custos incrementais” para os contribuintes.
Podem também fazer parte do fundo outros tokens digitais que não sejam bitcoins, obtidos também através de apreensões das autoridades, mas em relação a estes o Governo federal não tem planos para aumentar o stock e ir além do que for obtido por essa via.
No fim-de-semana Trump já tinha dado outros detalhes sobre a nova reserva estratégica, anunciando também numa rede social, neste caso na sua própria rede social, que o fundo ia ter cinco tokens: Bitcoin, Ether, XRP, Solana e Cardano, sendo que os dois primeiros seriam os mais relevantes.
A notícia teve um efeito imediato no valor das cinco moedas digitais e a Bitcoin voltou a valer cerca de 92 mil dólares. Esta sexta-feira começou o dia a valer 88 mil dólares e nas últimas horas já valeu menos.
Representantes da indústria já comentaram a medida. “Este é o resultado mais desanimador e decepcionante que podíamos esperar para esta semana”, admitiu Charles Edwards, fundador da Bitcoin Capriole Investments. “Nenhuma compra ativa significa que este é apenas um nome sofisticado para as participações em Bitcoin que já eram detidas pelo Governo”, acrescentou o empresário numa declaração na rede social X, citada pela Reuters.
Estimativas avançadas por David Sacks, que não deu detalhes sobre a forma como chegou aos números revelados, indicam que o Governo americano terá na sua posse cerca de 200 mil bitcoins, que se tivessem sido vendidos de forma prematura teriam prejudicado os contribuintes americanos em 17 mil milhões de dólares.
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