
O número crescente de satélites em órbita, neste momento são cerca de 12.000 ativos, tem vindo a preocupar os astrónomos, que alertam para a dificuldade que daí deriva na observação do espaço. O brilho que estes objetos refletem deturpa a visão noturna do céu e confunde-se com o brilho dos objetos celestes.
Uma nova análise sobre o tema vem confirmar que este impacto ainda é maior porque a maioria dos satélites em órbita tem um brilho superior ao recomendado pela União Astronómica Internacional.
Não há legislação para este fim, mas as recomendações do organismo, estabelecidas em 2022 para satélites a uma altitude inferior a 550 quilómetros, definem limites máximos de brilho a partir dos quais se sabe que interferem com as atividades dos astrónomos.
O relatório, citado pelo site Gizmodo, mostra que só uma empresa cumpre os requisitos definidos pelos astrónomos e também identifica a empresa que menos respeita esses limites.
Verifica-se que quase todos os satélites excedem o limite de +7 (quanto mais abaixo deste valor pior), com a constelação BlueWalker da americana AST SpaceMobile a ser a que mais se destaca pela negativa, uma conclusão que não é nova. Os seus satélites têm uma magnitude média de brilho de +3,3, capaz de ofuscar a maior parte dos objetos à sua volta durante a noite. A AST tem planos para criar uma constelação de 100 satélites.
O relatório sublinha ainda que, os satélites BlueWalker têm uma matriz que se estende por 693 pés quadrados, a maior matriz de comunicações alguma vez implementada em satélites na órbita baixa da Terra.
A única empresa a seguir as diretrizes dos astrónomos é a britânica OneWeb, que tem 652 satélites em órbita, com uma magnitude média de +7,85 e satélites a uma altitude de 1.200 quilómetros.
A Starlink, da SpaceX, é a empresa com mais satélites em órbita, cerca de 8.000, e uma das companhias que tem desenvolvido esforços para reduzir o impacto da sua constelação a este nível. As primeiras versões dos satélites da empresa tinham uma magnitude de brilho de +3. Foram feitas várias modificações que alteraram esse rácio para +5 em alguns casos e +6 noutros.
Ainda assim, o relatório também levanta preocupações em relação à constelação da empresa, frisando que embora a nova geração de satélites Starlink Mini seja quatro vezes mais pequena que a antecessora, órbita a Terra a uma altitude mais baixa, o que acaba por anular parte dos esforços que a empresa tem vindo a fazer para reduzir os níveis de brilho que refletem.
Pergunta do Dia
Em destaque
-
Multimédia
Super Mario Party Jamboree para a Switch 2 adiciona novas experiências para jogar em família -
App do dia
Acompanhe a nova temporada de Foundation da Apple com o jogo para smartphones -
Site do dia
Mapas e mapeadores que fizeram a história na coleção da Europeana -
How to TEK
Quer proteger as conversas no WhatsApp? Veja como ativar o modo de privacidade avançada
Comentários