A OpenAI está a perder o domínio que manteve durante dois anos no mercado dos chatbots de inteligência artificial (IA). Segundo os dados revelados pela Apptopia, a quota de mercado do ChatGPT entre utilizadores diários nos EUA caiu de 69,1% em janeiro de 2025 para 45,3% em janeiro de 2026, uma descida de quase 24 pontos percentuais no espaço de um ano.
Não perca nenhuma notícia importante da atualidade de tecnologia e acompanhe tudo em tek.sapo.pt
Nesse mesmo período, o Gemini da Google disparou de 14,7% para 25,1% de quota, enquanto o Grok da xAI saltou de 1,6% para 15,2%. A corrida pela IA tornou-se significativamente mais disputada, com a Google a emergir como principal desafiante ao domínio da OpenAI. Também a Similarweb confirma as mudanças de tendência através do acesso aos chatbots via web.
Embora as visitas ao ChatGPT tenham crescido 50% no mesmo período, de 3,8 mil milhões para 5,7 mil milhões, o Gemini disparou 647%, subindo de 267,7 milhões para 2 mil milhões de visitas. Esta reviravolta surge num momento delicado para a OpenAI. Apesar de receitas de 10 mil milhões de dólares (cerca de 8,5 mil milhões de euros) em junho de 2025, a empresa opera com prejuízo e não espera obter um fluxo de caixa positivo até 2029.
As previsões apontam para receitas de 29,4 mil milhões de dólares (24,9 mil milhões de euros) em 2026, mas a sustentabilidade financeira da empresa permanece em dúvida. O principal problema é que o mercado reflete estas preocupações. A Oracle, cujo backlog de 500 mil milhões de dólares (424 mil milhões de euros) depende largamente da OpenAI, viu as ações caírem 49% desde outubro. A Microsoft perdeu mais de 20% no mesmo período, enquanto a Alphabet valorizou 36%.
A Google é, de momento, quem mais colhe frutos dos seus investimentos realizados em IA. O seu CEO, Sundar Pichai, revelou que o Gemini ultrapassou 750 milhões de utilizadores ativos mensais durante o mês de dezembro, um crescimento significativo dos 650 milhões verificados no trimestre anterior. A Alphabet justificou a duplicação potencial das despesas de capital em 2026, que ronda os 175 a 185 mil milhões de dólares (entre 148 a 157 mil milhões de euros), com o retorno já observado.
As receitas da Google Cloud cresceram 48% no quarto trimestre, atingindo 17,7 mil milhões de dólares, o correspondente a 15 mil milhões de euros. Dan Morgan, gestor de portfólios da Synovus Trust, afirma que "os acordos da OpenAI com a Microsoft e a Oracle estão altamente dependentes da capacidade de angariação de fundos futuros. É por isso que o mercado está a favorecer a Alphabet."
Já Eric Clark, gestor de portfólio do ETF LOGO, "se a sua empresa trabalha em software e está ligada à OpenAI, tornou-se duplamente desinteressante para os investidores. De momento, é a Google quem está em alta." Mas ainda é muito cedo para os investidores descartarem OpenAI. A empresa continua a inovar com melhorias na geração de imagens e novas ferramentas para desenvolvedores. Mas a liderança confortável obtida ao longo dos anos está a contrair-se, e a pressão financeira afeta a percepção sobre a sua viabilidade a longo prazo.
Assine a newsletter do TEK Notícias e receba todos os dias as principais notícias de tecnologia na sua caixa de correio.
Em destaque
-
Multimédia
Frigoríficos com anúncios, chupa-chupas eletrónicos e campainhas invasivas nos piores gadgets da CES 2026 -
App do dia
Superfluent ajuda quem já domina o "bê-a-bá" a falar uma nova língua com mais confiança -
Site do dia
Airloom: Acompanhe voos em tempo real numa experiência 3D imersiva -
How to TEK
Quais são as novidades do Google Maps para ajudar a chegar ao seu destino? Veja estas dicas de personalização
Comentários