Um novo estudo revela que as empresas mais avançadas têm duas vezes e meia mais probabilidade de registar um crescimento superior a 10% nas receitas e uma probabilidade três vezes maior de alcançarem margens de lucro iguais ou superiores a 15%, com iniciativas de inteligência artificial.

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As conclusões constam do estudo "Global AI Report de 2026: um guia estratégico para líderes em IA”, da NTT Data. A consultora só conseguiu avaliar estes impactos em 15% das organizações envolvidas na pesquisa, consideradas aquelas que preencheram os critérios para serem consideradas líderes em IA.

Nesta categoria estão empresas com “estratégias claras, modelos operacionais maduros e execução orientada”, que reportam níveis significativamente mais elevados de crescimento de receitas e margens de lucro, em comparação com o resto das organizações analisadas.

Estas organizações líderes encaram a IA como um motor central de crescimento, sublinha a pesquisa. Reestruturam as suas estratégias para tirar partido desta oportunidade e estão a reconstruir as aplicações centrais das suas organizações para integrar IA.

Centram esforços em domínios de elevado valor económico, redesenhando processos de forma integral e criam dinâmicas em que os investimentos iniciais alimentam sucessos precoces, que funcionam como incentivos para novos investimentos e crescimento contínuo.

Ao mesmo tempo que apostam na construção de fundações resilientes, estão a capacitar as equipas, a estruturar processos de adoção consolidados e a implementar modelos de governação robustos. O recurso a parceiros especializados também é comum.

Outros traços importantes identificados nas empresas líderes em IA passam pela segurança em escala: “estas organizações constroem plataformas tecnológicas seguras e escaláveis, localizam ou transferem recursos de IA para ambientes privados ou soberanos e investem na eliminação de constrangimentos tecnológicos”, destaca a pesquisa da NTT Data.

Usam a IA para amplificar o impacto dos colaboradores mais experientes e qualificados, em vez de os substituir, e posicionam a adoção da tecnologia como um programa transversal de transformação, com gestão da mudança estruturada para mitigar resistências.

Estas organizações revelam ainda mais alguns traços comuns, como o facto de centralizarem a governação da IA, formalizarem mecanismos de supervisão e elegerem Chief AI Officers (CAIOs), com autoridade para gerir riscos e alinhar a inovação.

“Este novo estudo confirma que a verdadeira diferenciação não reside apenas na adoção de IA, mas em fazê-lo com visão e foco”, sublinha Tiago Barroso. “As organizações que tratam a IA como uma prioridade estratégica, com governação sólida e foco em valor de negócio, são as que estão a transformar inovação em resultados concretos”, acrescenta o country general manager da NTT DATA Portugal.

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