Ren Zhengfei, CEO e fundador da tecnológica chinesa Huawei, declarou em entrevista à Bloomberg que se opõe a eventuais medidas de retaliação à Apple por parte do governo chinês. Não obstante a escalada de tensão entre a China e os Estados Unidos, quando questionado sobre um eventual boicote de Pequim à empresa liderada por Tim Cook, Zhengfei respondeu: “Isso não vai acontecer, mas se eventualmente acontecesse eu seria o primeiro a protestar”.

Para o CEO da Huawei, a Apple “é a empresa líder mundial, sem ela não existiria internet móvel”. Ren Zhengfei afirma considera mesmo que a Apple é a sua “professora” e que “está a avançar” à frente da Huawei, o que o leva a questionar “como aluno, por que me haveria de opor à minha professora?”.

Estas declarações vêm na sequência da decisão do Departamento do Comércio dos Estados Unidos de colocar a Huawei na “lista negra” de empresas impedidas de realizar negócios com companhias americanas.

Esta medida levou a que gigantes tecnológicos como a Google cortassem ligações com a Huawei, o que, segundo um relatório da Strategy Analytics, poderá fazer cair as encomendas e entregas da empresa chinesa até 24% em 2019. Os especialistas referem que os equipamentos da gigante chinesa estão em risco no ocidente sem a autorização de utilização dos serviços mobile da Google.

No entanto, a guerra comercial entre Estados Unidos e China poderá vir também a afetar a Apple. De acordo com o relatório do último trimestre da empresa de Tim Cook (e apesar de ter registado uma descida de 30% face ao período homólogo), 18% das suas vendas líquidas são provenientes do mercado chinês.

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