A Amazon anunciou que a partir de 19 de janeiro do próximo ano deixa de aceitar pagamentos com cartões de crédito da Visa. Numa nota, a empresa sublinha que a decisão é um resultado do aumento das taxas aplicadas pela Visa, aos comerciantes que aceitam pagamentos com o seu cartão de crédito.
As taxas de intercâmbio nas transações entre Reino Unido e União Europeia estavam limitadas a 0,3% pela legislação europeia. Com a saída do Reino Unido da União Europeia a Visa pôde rever estas comissões e passar a cobrar 1,5% por cada transação.
“O custo de aceitar pagamentos com cartões de crédito continua a ser um obstáculo para as empresas que se esforçam para levar os melhores preços aos consumidores. Estes custos deviam ir baixando ao longo do tempo e com o desenvolvimento tecnológico, mas em vez disso continuam elevados ou mesmo a aumentar”, sublinha a Amazon, citada pelo The Verge.
À BBC News um porta-voz da Visa já reagiu à decisão, admitindo que a empresa está muito desapontada com o facto de a Amazon ameaçar restringir as opções de escolha do consumidor. “Quando as opções de escolha do consumidor são limitadas, ninguém ganha”.
A Visa também aproveitou para destacar que, durante todo o período natalício, os clientes ainda podem pagar com os seus cartões de crédito, garantindo também que vai continuar a trabalhar para resolver a questão.
Depois de 19 de janeiro, os clientes da Amazon no Reino Unido vão continuar a poder pagar com cartões de débito da Visa e com cartões de crédito de outras marcas, como a Mastercard, que ainda antes da Visa também aumentou as taxas cobradas para processar pagamentos com os seus cartões de crédito. Por esclarecer estão as diferenças nas políticas das duas empresas, que justificam o bloqueio de um dos sistemas de pagamentos e do outro não.
Informação publicada pela Bloomberg garante que a Visa está a diferenciar taxas para diferentes sectores. No e-commerce aumentou comissões. Em áreas como a educação ou o imobiliário reduziu-as, uma discriminação que pode ter contribuido para a decisão.
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