O potencial da inteligência artificial é muitas vezes visto com desconfiança, por várias razões, entre elas pela possibilidade que algumas aplicações podem ter de substituir humanos, em tarefas que hoje não podem ser de mais ninguém. Poderá um dia ser assim na pintura?
Um robot criado por investigadores da Universidade de Carnegie Mellon volta a levantar a questão, à qual os próprios são os primeiros a responder que não. A Frida é um sistema de pintura, não é um artista, porque as ideias que comunica não são suas.
O curioso deste robot, que está longe de ser o primeiro treinado para pintar, é a capacidade para ir interpretando e adaptando as técnicas e o traço à medida que a pintura vai evoluindo, ou das informações que vai recebendo a descrever um cenário, uma pessoa, um objeto, ou estas várias coisas em simultâneo.
Depois de receber informação inicial, o robot antecipa o que vai fazer num cenário simulado, mas vai adaptando os processos consoante o sentido que é suposto dar à obra, graças ao recurso a machine learning.
O projeto está numa fase completamente exploratória, em que os investigadores continuam a diversificar a informação passada ao robot, para que a sua capacidade de interpretação não seja tendenciosa. Têm sido testados diferentes tipos de interações para ir aperfeiçoando os resultados. A equipa admite, no entanto, que este tipo de tecnologia pode vir a ser útil no futuro, para ajudar pessoas com limitações físicas a expressarem-se visualmente, ou apaixonados pela arte sem tempo ou talento para aprender a pintar.
Nas imagens da galeria abaixo pode ver os resultados de diferentes pinturas, feitas por uma Frida bem diferente da pintora mexicana que imortalizou o nome. Esta é apenas um braço robótico, sem charme nem preocupações estéticas, que estão todas viradas para a criação artística.
Clique nas imagens para ver algumas das obras pintadas pelo robot
As primeiras quatro imagens são resultados de instruções de voz, descritivas da pintura a realizar, e gráficas - mostrando um quadro que ilustra o estilo de pintura pretendido. Já as últimas quatro pinturas foram realizadas depois do robot ter acesso a fotos do quadro original.
Num e noutro caso, não há resultados iguais aos originais, nem a ideia é essa. O mote original do projeto é cruzar robótica e criatividade e ver até onde conseguem ir, dando ferramentas e informação ao robot, para que este consiga - em tempo real - ir ajustando a forma de abordar a obra, como faria um artista de “carne e osso”.
Já agora, o nome Frida foi escolhido porque é um acrónimo de Frida stands for Framework and Robotics Initiative for Developing Arts.
O trabalho vai ser apresentado pela equipa em maio na conferência internacional de robótica e automação da IEEE em Londres, como explica a News.com, que divulgou o projeto.
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