A Apple já lançou duas gerações de iPhone (16 e 17) onde destaca que o seu chip suporta funcionalidades de inteligência artificial avançada. Mas tem lançado as novidades inteligentes a conta-gotas no ecossistema Apple Intelligence, que era também compatível com os modelos Pro do iPhone 15. O certo é que o núcleo de todas as funcionalidades, a versão mais inteligente da Siri, continua a ser adiada indefinidamente. As funcionalidades de IA deverão manter-se com o suporte do Gemini da Google ou de outros modelos.
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Segundo o analista da Bloomberg, Mark Gurman, na sua newsletter semanal dedicada a assuntos da Apple, a gigante de Cupertino está a testar internamente, apenas entre funcionários, um chatbot que recebeu o nome de código Veritas. Este permite aos investigadores da Apple a capacidade de desenvolver rapidamente, testar e recolher o feedback das novas funcionalidades da Siri, incluindo a pesquisa através de dados pessoais (como músicas e emails) e realizar ações nas aplicações, tais como a edição de fotos, apontam fontes anónimas internas ligadas à tecnologia.
O Veritas funciona de forma semelhante às aplicações do ChatGPT e do Gemini. Os funcionários escrevem as prompts e têm conversas com o chatbot, podendo pegar em assuntos antigos para aprofundar os temas. O objetivo é testar e avaliar novas funcionalidades para a Siri, prevendo-se a transformação do assistente de IA no próximo ano.
Por outro lado, não existem planos para lançar o Veritas ao público, mantendo-se como ferramenta interna para testes, pelo menos nos planos atuais. “A app essencialmente pega na tecnologia ainda em produção da nova Siri e coloca-a numa forma que os empregados podem testar de forma mais eficiente”, refere Mark Gurman, utilizando o feedback para avaliar a sua inclusão na versão final.
Depois dos vários adiamentos, a transformação da Siri está agora prevista para março. O analista afirma que se o software funcionar como prometido, este pode ser o empurrão que a empresa da maçã necessita para uma recuperação no domínio da IA, caso contrário, pode significar uma escorregadela que compromete o seu ecossistema.
Ainda sobre o chatbot Veritas, é referido que este foi também desenhado para testar um outro sistema chamado Linwood, aquele que é apontado como o “cérebro” da Siri. Este tem como base modelos LLM, combinando os próprios Foundation Models da Apple como de terceiros, neste caso a Anthropic, o ChatGPT da OpenAI ou o Gemini da Google.
A empresa liderada por Tim Cook está também a preparar uma versão visual redesenhada para a Siri no seu lançamento, no próximo ano. Espera-se que o ecossistema de equipamentos inteligentes para a casa aumente com novos produtos inteligentes, incluindo as colunas HomePod e as caixas Apple TV. Também se acredita que os esforços da Apple na inteligência artificial possam ser expandidos ao seu motor de pesquisa, que atualmente tem como base a Pesquisa da Google.
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