Um novo relatório mostra que a crescente complexidade dos ambientes Cloud está a criar novos riscos estruturais para as empresas. Apesar dos contínuos investimentos em segurança, 66% das organizações admitem não ter confiança na sua capacidade de detetar e responder a ameaças na “nuvem” em tempo real. 

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De acordo com as conclusões partilhadas no 2026 Cloud Security Report, que inquiriu 1.163 líderes e profissionais no setor da cibersegurança, o principal principal desafio não é a ausência de investimento, mas sim a fragmentação das ferramentas de segurança, à qual se juntam a escassez de talento especializado e a dificuldade em manter visibilidade consistente em ambientes cada vez mais híbridos e multi-cloud.

Segundo os dados partilhados pela Fortinet e pela Cybersecurity Insiders, 88% das organizações operam em arquiteturas híbridas ou multi-cloud, recorrendo, na maioria dos casos, a dois ou mais fornecedores de cloud para responder a workloads críticos.

Os especialistas explicam que, embora esta seja uma realidade essencial para a agilidade do negócio e para a adoção de IA, também amplia a superfície de ataque a um ritmo superior à capacidade das equipas de segurança.

A proliferação de ferramentas e as falhas de visibilidade são apontadas por 69% das organizações como principais obstáculos à eficiência na segurança da Cloud. Os dados indicam que 64% das empresas prefeririam uma abordagem baseada numa plataforma de segurança unificada.

Já 59% continuam em fases iniciais de maturidade, embora a Cloud represente, em média, 34% do orçamento total de segurança de TI. A situação é agravada pela escassez de talento, com 74% das organizações a reportarem a falta de qualificados em cibersegurança, o que obriga as equipas a operar de forma reativa e dependente de alertas manuais.

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