A Valve recentemente mexeu na tabela de percentagens de royalties, oferecendo maiores percentagens nas vendas dos jogos da loja de distribuição digital Steam, mas apenas para os títulos que se tornassem verdadeiramente blockbusters. Se a ideia era atrair editoras grandes, como a Electronic Arts, Ubisoft ou CD Projekt que têm as suas próprias plataformas de distribuição, agora é a Epic Games a declarar guerra ao Steam, apresentando a sua solução.

O interessante é que empresa está preparada para oferecer até 88% das receitas aos criadores que disponibilizem os seus títulos na plataforma da Epic Games. Assim, a produtora de Fortnite e da tecnologia Unreal, apenas fica com 12% dos ganhos, quando por norma as restantes plataformas cobram cerca de 30% de royalties, como adianta a Game Informer.

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A experiente produtora poderá aproveitar a boa tração que Fortnite está a ter e eventualmente converter a sua massiva base de jogadores em clientes de títulos e conteúdos na sua plataforma, com a mesma facilidade com que compram uma skin ou dança para o jogo de Battle Royale. De recordar que o jogo conta já com uma base de dados com 200 milhões de registados e que em agosto havia 78 milhões de contas ativas.

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De destacar ainda outro incentivo que poderia passar despercebido. Os jogos produzidos suportados pelo Unreal 4, um dos motores gráficos mais populares da atualidade, requerem o pagamento de 5% de royalties. Essa percentagem é acrescida dos 30% que ficam para a Valve no caso de os jogos serem lançados no Steam, perfazendo apenas 65% das receitas para os criadores. Na loja da Epic Games a comissão da utilização não é cobrada, mantendo-se a percentagem dos 88% para os criadores, utilizem ou não a sua tecnologia.

Ainda não existe uma data marcada para abertura da loja, mas segundo o CEO da Epic Games, Tim Sweeney a plataforma PC será lançada ainda este ano, enquanto que uma uma versão Android chegará em 2019, e eventualmente no iOS. Os planos da Epic passam ainda por ter curadores a "separar o trigo do joio" na qualidade dos jogos. E ainda um programa especial para suportar criadores de conteúdos, ligando por exemplo, streamers e youtubers a produtores de videojogos. Os produtores podem também partilhar uma percentagem das suas receitas com os criadores, quando estes fazem vídeos baseados nos seus jogos, por exemplo.

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