Os dados do Innovation Scoreboard 2019 foram divulgados hoje e indicam que o desempenho da UE em matéria de inovação tem vindo a melhorar há quatro anos consecutivos, e que, pela primeira vez, a inovação na Europa supera a dos Estados Unidos. Ainda assim, a Europa está a perder terreno em relação ao Japão e à Coreia do Sul, enquanto a a China se aproxima rapidamente e cresce três vezes mais rápido do que a UE.

Em média o relatório mostra uma subida de 8,8% em matéria de inovação desde 2011. Segundo os dados, 25 países destacaram-se no crescimento nesta área sendo o desempenho foi mais notória na Lituânia, na Grécia, na Letónia, em Malta, no Reino Unido, na Estónia e nos Países Baixos. Mas há teambém "maus alunos", e a descida nos indicadores foi mais acentuada na Roménia e na Eslovénia.

Como é habitual, o Innovation Scoreboard divide os países em quatro grupos: líderes da inovação, grandes inovadores, inovadores moderados e inovadores modestos. A Suécia é a líder da inovação da UE em 2019, sendo seguida pela Finlândia, a Dinamarca e os Países Baixos.

O Reino Unido e o Luxemburgo registaram descidas do grupo dos líderes da inovação para o grupo dos grandes inovadores, ao passo que a Estónia entrou pela primeira vez no grupo dos grandes inovadores.

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"Inovação significa emprego e crescimento no futuro. Congratulo-me com os progressos gerais realizados na UE. Todavia, para se manterem na frente da corrida mundial, tanto a UE como os Estados-Membros têm de continuar a investir e a desenvolver as políticas adequadas para que a inovação possa prosperar", avisa Carlos Moedas, comissário responsável pela Investigação, Ciência e Inovação, citado em comunicado.

A União Europeia calcula que cerca de dois terços do crescimento económico da Europa nas últimas décadas foram impulsionados pela inovação. Cada euro investido pelo programa europeu de investigação e inovação Horizon Europe pode gerar um retorno de até 11 euros do PIB ao longo de 25 anos e prevê-se que os investimentos em investigação e inovação venham a gerar até 100 mil novos postos de trabalho em atividades de investigação e inovação entre 2021 e 2027.

A Comissão Europeia definiu para os próximos anos um novo nível de ambição para a UE e os Estados-membros com o programa Horizonte Europa, o programa de investigação e inovação mais ambicioso de sempre que prevê um investimento de 120 mil milhões de euros nesta área até 2027.

Portugal em destaque nas PME Inovadoras

Na semana passada um relatório sobre competitividade digital na União Europeia mostrava que Portugal está a melhorar a nível de alguns dos indicadores, mas que perdeu posição neste ranking, caindo para a 19ª posição.

No painel de inovação (o Innovation Scoreboard) Portugal continua abaixo da média europeia, mas com progressos face a 2011. A análise hoje divulgada destaca também o desempenho em áreas específicas da inovação, onde Portugal é destacado relativamente ao indicador de PME inovadoras.

Segundo os dados, a inovação dentro das PMEs é um dos pontos positivos, que se junta à elevada penetração de banda larga e o desenvolvimento de produtos e processos de inovação nas pequenas e médias empresas. O impacto nas vendas e ligações dão apontadas como as dimensões mais fracas, e o baixo número de patentes registadas, assim como publicação de investigação desenvolvida em cooperação entre entidades públicas e privadas e a exportação de serviços de conhecimento intensivo, contribuem para valores mais modestos na área da inovação.

A Dinamarca lidera nos recursos humanos e condições propícias à inovação, o Luxemburgo nos sistemas de investigação atrativos e a França no financiamento e apoio. A Alemanha é apontada como liderando os investimentos das empresas, a Áustria pela conetividade e Malta pelos ativos intelectuais, enquanto a Irlanda se destaca nas repercussões no emprego e nas vendas.

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O painel de inovação de 2019 é acompanhado por uma análise regional, onde se avalia o desempenho dos sistemas de inovação em 238 regiões de 23 Estados-Membros da UE e abrangendo também regiões da Noruega, da Sérvia e da Suíça. Segundo os dados regista-se uma forte convergência no desempenho regional, com uma diluição das diferenças de desempenho entre as regiões.

As regiões mais inovadoras da UE são Helsínquia-Uusimaa, na Finlândia, seguida de Estocolmo, na Suécia, e Hovedstaden, na Dinamarca. Em relação a 159 regiões, o desempenho aumentou no período de observação de nove anos.

Nota da Redação: Foi adicionada mais informação e os gráficos.

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