O multiferróico magnoelétrico é um material que poderá não lhe ser muito familiar, no entanto, daqui a pouco mais de uma década, é possível que passe a estar presente nos bolsos e nas malas de todos os utilizadores de smartphones.

Em desenvolvimento na Universidade de Michigan e na Universidade Cornell, em Nova Iorque, este novo material deverá passar a ser utilizado no desenvolvimento de processadores móveis. A particularidade, neste caso, é que vai permitir um consumo de energia 100 vezes inferior à utilizada pelos sistemas baseados em semicondutores que são mais comuns hoje-em-dia e que utilizam um fluxo constante de eletricidade. Na prática, como escreve o The Independent, vai ser possível eliminar da sua rotina diária o carregamento do seu telemóvel, tendo apenas que o fazer de três em três meses, ou seja...quatro vezes por ano.

O multiferróico magnoelétrico é formado por finas camadas de átomos que lhe dão propriedades polares magnéticas. Isto significa que o material pode transitar entre cargas positivas e negativas apenas com pequenos impulsos de energia, o que permite a transmissão de códigos binários - um processo necessário para concretizar qualquer operação no seu telemóvel - com uma fração ínfima de eletricidade.

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Atualmente, os equipamentos eletrónicos consomem cerca de 5% de toda a energia global, mas julga-se que em 2030 estes aparelhos possam ser responsáveis pelo consumo de 40% ou 50% do total. Tecnologia como esta, no entanto, pode reduzir substancialmente estes números.

Na maioria dos casos, os smartphones atuais têm uma autonomia que ronda as 24 horas, pelo que a consumação da utilização deste material pelas fabricantes móveis não só seria um marco na sustentabilidade energética como uma comodidade muito útil para os utilizadores que cada vez mais dependem dos seus smartphones.

As primeiras estimativas para a disponibilização desta tecnologia, no entanto, datam a sua estreia para 2030, o que significa que, até lá, ainda convém não deixar o carregador em casa.

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